A cidade de Ivaiporã, localizada na região do vale do Ivaí do Estado do Paraná, de acordo com dados do IBGE (2007), possui 31.344 habitantes distribuídos entre residentes urbanos e rurais, com um índice de desenvolvimento humano municipal que lhe confere a 107º posição no Estado do Paraná (0,764 IDH-M Geral).
De acordo com o gráfico 1 (Pirâmide Populacional de Ivaiporã), destaca-se que cerca de 42% da população economicamente ativa aproximadamente, 12.900 habitantes entre homens e mulheres, apresenta uma faixa etária entre 15 e 39 anos, índice que compreende a faixa etária média dos universitários brasileiros, que encontram-se entre 18 e 25 anos, segundo indicadores sociais do IBGE (2008).
Gráfico 1: População censitária segundo as faixas etárias.
Fonte: IBGE – Censo Demográfico (2000).
O município possui, segundo dados do IPARDES (2005), entre ensino médio e ensino fundamental, 7.122 matrículas e 543 docentes que atendem à cidade e aos respectivos distritos pertencentes ao município.
Em relação à saúde, a cidade destaca-se como um pólo regional em virtude de possuir um total de 22 estabelecimentos relacionados à Saúde, sendo 17 atrelados ao SUS e 5 instituições privadas, não considerando, ainda, as clínicas de atendimentos especializados de pequeno porte. Destaca-se ainda que Ivaiporã é sede da 22º Regional de Saúde do Estado do Paraná.
Atualmente, a cidade conta com duas instituições de ensino superior, a Faculdade de Tecnologia do Vale do Ivaí – FATEC, com os cursos de Tecnologia em Agronegócio, Marketing e Gestão Financeira e as Faculdades Integradas do Vale do Ivaí – UNIVALE, com os cursos de Direito, Administração, Ciências Contábeis, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Letras e Pedagogia.
Nestas duas instituições, há cerca de 850 universitários, entre alunos residentes em Ivaiporã e alunos advindos de cerca de outros 20 municípios de menor porte que estão situados próximos à cidade, e também atendidos por essas instituições. Em suas áreas específicas de atuação, as duas instituições oferecem para a região cerca de 700 vagas para concurso vestibular (FATEC – 300 vagas; UNIVALE – 400 vagas).
Considerando-se que em toda a Região Sul do País existe somente quatro cursos de Biomedicina, reconhecidos pelo Ministério da Educação – MEC, sendo três no Estado do Paraná e um no Estado do Rio Grande do Sul (01 em Instituição de Ensino Superior Pública – Universidade Estadual de Londrina – UEL), proporcionando, assim, um espaço para a inserção de cursos na área de Biomedicina, visando à formação de profissionais Biomédicos na região Central do Paraná e na região do Vale do Ivaí.
Esta configuração do ensino superior na região permite que A UCP contribua com o Plano Nacional de Educação, promovendo a oferta de novas vagas para a educação superior, expandindo a política do governo que busca reduzir as desigualdades de ofertas existentes entre diferentes regiões do país, distribuindo para regiões antes caracterizadas pelo predomínio de cursos de uma área específica, outros cursos, para os quais os interessados são obrigados a se deslocar para grandes centros urbanos para cursá-los.
Sendo assim, a Faculdade do Centro do Paraná – UCP, assumindo o papel de liderança no ensino superior na Região, antecipa-se às necessidades de qualificação profissional que as contínuas mudanças na área da saúde impõem, propondo a criação de um Curso de Biomedicina visando a contribuir com o desenvolvimento regional, formando profissionais capazes de atender às demandas do setor.
O curso de Biomedicina, proposto pela UCP, visando a formar um profissional Biomédico com perfil generalista, humanista, crítico e reflexivo, devidamente qualificado para o exercício da Biomedicina, apresenta uma matriz curricular inovadora caracterizada pela interdisciplinaridade e pela flexibilidade, atrelado ao perfil dos vestibulandos, intercalando disciplinas obrigatórias, optativas, estágio curricular supervisionado, trabalho de conclusão de curso e atividades complementares, atendendo, assim, às metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação do Governo Federal, que defende o estabelecimento de diretrizes curriculares que assegurem a flexibilidade e a diversidade dos programas de estudos oferecidos, visando elevar o grau de atendimento às necessidades específicas da população e da região na qual os cursos superiores estão inseridos.